História 8ªano A, B, C Matutino e Vespertino professore Euripa 27/05
Escola Estadual Professor Marcilon Dorneles
Trindade, 27/05/2020
Série: 8ªano
Professora Euripa Vanderli Alves de Souza
Regime Especial de aulas não presenciais de História 2ª bimestre.
27/05 8ªano A, B, C
ATIVIDADE / CONTINUAÇÃO AS QUESTÕES 7 ao 10
Obs: Não precisa copiar os textos ok. (Pesquise)
Trindade, 27/05/2020
Série: 8ªano
Professora Euripa Vanderli Alves de Souza
Regime Especial de aulas não presenciais de História 2ª bimestre.
27/05 8ªano A, B, C
ATIVIDADE / CONTINUAÇÃO AS QUESTÕES 7 ao 10
Obs: Não precisa copiar os textos ok. (Pesquise)
Nome:
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Data: ___/___/2020
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Unidade Escolar:
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Ano: 8º Ano
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Componente
Curricular: História
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Objeto de conhecimento/conteúdos: Rebeliões na América portuguesa: as conjurações mineiras e baiana;Ideias
iluministas, anticolonialíssimo e revoltas na América Portuguesa; Brasil Colônia: interesses coloniais e
movimentos de resistência.
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Habilidades:(GO-EF08HI05)
Explicar os movimentos e as rebeliões da América portuguesa, articulando as
temáticas locais e suas interfaces com processos ocorridos na Europa e nas
Américas.(GO-EF08HI05-A) Perceber como as ideias iluministas influenciaram o
sentimento anticolonial e as rebeliões da América Portuguesa, em especial as Conjurações
Mineira, Baiana e a Insurreição Pernambucana.(GO-EF08HI05-B) Analisar o
contexto político, econômico e social no Brasil Império, frente aos
interesses coloniais e os movimentos de resistência.
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Agora leia este outro trecho do texto de autoria do
historiador Boris Fausto para refletir sobre a influência do liberalismo no
Brasil Colonial.
Na Europa
ocidental, o liberalismo deu base ideológica aos movimentos pela queda do
Antigo Regime, caracterizado por privilégios corporativos e pela monarquia absoluta.
Nas colônias americanas, justificou as tentativas de reforma e o “direito dos
povos à insurreição”. É importante observar que na obra que se tornou a
bíblia do liberalismo econômico - A Riqueza das Nações, escrita por Adam
Smith em 1776 - há uma crítica ao sistema colonial, acusado de distorcer os
fatores de produção e o desenvolvimento do comércio, como promotor de
riqueza.
FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo:
Edusp, 2001. p. 107-108.
Glossário:
Insurreição: Ato de revoltar-se contra a ordem estabelecida.
Liberalismo econômico: Teoria econômica proposta por Adam Smith,
filósofo e economista escocês, no século XVIII que defendia a não intervenção
do Estado na economia, o direito à propriedade privada e à
livre-concorrência.
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07. De acordo com todas as informações contidas nos
textos, como você consegue relacionar a liberdade defendida na Inconfidência e
a liberdade das ideias liberais no século XVIII?
____________________________________________________________________________
Agora que você já conhece um pouco sobre o contexto histórico do Brasil
no final do século XVIII, já compreendeu como os ideais iluministas, como eles
atuaram no movimento da Inconfidência Mineira é hora de conhecermos outro
movimento no Brasil contemporâneo a ela. Estamos falando a Conjuração Baiana! Vamos lá!
Você já ouviu falar em conjuração Baiana?

A conjuração
Baiana (1798) é também conhecida como Revolta dos Búzios, tipo de concha
utilizada em religiões de matrizes africanas, que foi um elemento de
identificação dos seus integrantes.
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08.
Só com as informações contidas no quadro anterior vamos fazer um
levantamento preliminar da conjuração Baiana?
a)
( )Que outros nomes esse
movimento tem?
b)
( )De acordo com a imagem, quem
são as pessoas referidas como heróis?
c)
( )O que podemos entender com o
enunciado: “Heróis de Búzios”?
d)
( )Qual seria a causa defendida
por estes heróis?
e)
( )A Conjuração Baiana, também
chamada de Inconfidência Baiana ou Revolta dos Búzios, não é tão conhecida como
outros movimentos de revolta como a Inconfidência Mineira. Baseados na
observação da imagem, respondam qual fator pode ter levado a este
“esquecimento”?
Agora leia o trecho do discurso de Maximilien de Robespierre. (Paris, 10
de maio de 1793.):
Cidadãos!
O
homem nasceu para a felicidade e para a liberdade, e em toda a parte é
escravo e infeliz. A sociedade tem por fim a conservação de seus direitos e a
perfeição de seu ser, e por toda parte a sociedade o degrada e oprime. Chegou
o tempo de chamá-la a seus verdadeiros destinos; os progressos da razão
humana preparam esta grande Revolução, e a vós especialmente é imposto o
dever de acelerá-la. (...) Até aqui, a arte de governar não foi mais que a
arte de despojar e escravizar a maioria em benefício da minoria; e a
legislação, o meio de reduzir esses atentados a um sistema. Os reis e os
aristocratas exerceram muito bem seu ofício: cabe a vós afora exercer o
vosso, isto é, tornar os homens felizes e livres através das leis.
ROBESPIERRE Maximilien. Discursos e
relatórios na Convenção. Tradução de Maria Helena Franco Martins. Rio de
Janeiro: EDUERJ. p. 95.
Disponível em:
https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/D7bWVEUqy9GMchGEdAks376uzS3RK9swtApgkEKtx8k7mNm9nTMNgVUNaTSW/trecho-do-discurso-de-robespierre-1793.pdf Acesso em 27
de abr. de 2020.
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Leia também o panfleto da Conjuração Baiana:
Aviso ao povo
Bahiense (1798)
A vós
homens cidadãos, a vós povos curvados e abandonados pelo rei, pelos seus
despotismos pelos seus ministros.
O vós povo que nascestes para seres livres e para
gozar dos bons efeitos da liberdade, o povo que vive flagelados com o pleno
poder do indigno coroado esse mesmo rei que vós criastes; esse mesmo rei
tirano é quem se firma no trono para vos deixar, para vos roubar e para vos
maltratar. Homens, o tempo é chegado para a vossa ressurreição; sim para a
ressuscitar do abismo da escravidão para levantar a sagrada Bandeira da
Liberdade.
A liberdade consiste no estado feliz, estado
livre do abatimento: a liberdade é a doçura da vida, o descanso do homem com
igual paralelo de uns para outros, finalmente a liberdade é o repouso e
bem-aventurança do mundo.
A França está cada vez mais exaltada, a Alemanha
já lhe dobrou o joelho (...) o rei da Prússia está preso pelo seu próprio
povo; as nações do mundo todas têm seus olhos fixos na França, a liberdade é
agradável para todos: é tempo povo, povo o tempo é chegado para vos defender
a vossa liberdade, o dia da nossa revolução da nossa liberdade e da nossa
felicidade está para chegar, animai-vos que seres feliz para sempre.
Adaptado.
Aviso III.Salvador: 12 ago. 1798.
Disponível em:
http://www.historia.uff.br/impressoesrebeldes/?documento=avisos-ii Acesso em:
27 abr. 2019.
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09. Com base nos trechos acima responda:
a)
Quais ideias há em comum entre o discurso de Robespierre (1793) e o
panfleto da Conjuração Baiana (1798)?
____________________________________________________________________________
b)
Podemos indicar que a Revolução na França influenciou a revolta no
Brasil?
____________________________________________________________________________
c)
Qual diferença de status social e político de Robespierre e dos líderes
da Conjuração Baiana?E qual ideia de “liberdade” estes movimentos defendiam?
____________________________________________________________________________
Para aprofundar
um pouco mais leia o resumo a seguir:
CONJURAÇÃO BAIANA
A
Conjuração Baiana foi uma revolta de caráter separatista e popular, que
ocorreu na Bahia em 1798. Seus principais objetivos eram: o fim do pacto
colonial com Portugal, a implantação da República, a liberdade comercial no
mercado interno e externo e a liberdade e igualdade entre as pessoas (eram favoráveis
à abolição da escravidão).
A
Conjuração Baiana, também chamada Inconfidência Baiana, foi um movimento de
caráter separatista ocorrido no ano de 1798, na então Capitania da Bahia.
Este movimento ficou conhecido também como a Revolta dos Alfaiates pois a
grande maioria dos membros que participaram da revolta exerciam essa
profissão.
Diferente
da Inconfidência Mineira, ocorrida em 1789, o movimento baiano possuía
caráter popular, sendo composto, em sua maioria, por escravos, negros livres,
mulatos, brancos pobres e mestiços que exerciam as mais diferentes
profissões, como alfaiates, sapateiros, pedreiros, entre outras ocupações.
Causas
Em
1763, a capital do Brasil foi transferida para o Rio de Janeiro. Com tal
mudança, Salvador, antiga capital, sofreu com a diminuição dos recursos
designados à cidade. Juntamente, o aumento da taxa de impostos e exigências
pioraram radicalmente as condições de vida da população local. Com isso, a
população de Salvador começou a sofrer com a falta de certos mantimentos, que
consequentemente elevaram os preços dos produtos e alimentos fundamentais
para a sobrevivência que estavam disponíveis. A população estava cada vez
mais inconformada. Além disso, o povo também não estava satisfeito com o
governo de Portugal e a ideia do Brasil se tornar independente ganhava cada
dia mais força na população.
Eventos
como a independência dos Estados Unidos, a independência do Haiti e a
Revolução Francesa acabaram ocasionando na capitania baiana a disseminação
dos ideais de liberdade e igualdade, causando euforia em uma pequena parcela
de toda a população que residia em Salvador.
As
ruas de Salvador foram tomadas pelos inconfidentes que distribuíram folhetos
informativos a fim de obter mais apoio popular e incitar a revolução. Os
panfletos traziam pequenos textos e palavras de ordem, com base no que as
autoridades portuguesas chamavam de “abomináveis princípios franceses”.
Os principais líderes da Conjuração
Baiana foram:
Os alfaiates João de Deus do Nascimento e Manuel Faustino dos Santos
Lira;
O médico Cipriano Barata, conhecido como médico dos pobres e
revolucionário de todas as revoluções;
Os soldados Lucas Dantas de Amorim Torres, Luiz Gonzaga das Virgens;
O farmacêutico João Ladislau de Figueiredo;
O professor Francisco Barreto.
O Fim da Conjuração Baiana
O
governador da Bahia D. Fernando José de Portugal e Castro, recebeu a
denúncia, feita por Carlos Baltasar da Silveira, de que os conspiradores
estariam reunidos em Campo de Dique, no dia 25 de agosto. O coronel Teotônio
de Souza foi encarregado pela Coroa portuguesa de flagrá-los. Muitas pessoas
conseguiram fugir, mas 49 pessoas foram presas, entre elas três mulheres,
nove escravos, porém a grande maioria era composta de alfaiates, barbeiros,
soldados e pequenos comerciantes. Os envolvidos na Conjuração Baiana que eram
de classes sociais mais baixas tiveram condenações mais duras. Manuel
Faustino, João de Deus Nascimento, Luís Gonzaga das Virgens e Lucas Dantas
foram executados e esquartejados. As partes de seus corpos foram espalhados pela
cidade de Salvador, com o intuito de demonstrar autoridade e reprimir outros
possíveis movimentos de conspiração.
Disponível em: https://beduka.com/blog/materias/historia/resumo-da-conjuracao-baiana/ Acesso em: 27 de abr. de 2020.
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10. Vamos ver se você compreendeu direitinho a
Conjuração Baiana. Para isso responda as questões a seguir.
a) De acordo com o texto, quais foram as causas que
motivaram este movimento?
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b) Qual a origem social dos membros da revolta?
___________________________________________________________________________
c) Qual foi o destino de seus líderes?
___________________________________________________________________________
d) Qual era um dos principais recursos utilizados
pelos inconfidentes para divulgação das ideias do movimento e obter mais apoio
popular e incitar a revolução?
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