Escola Estadual Professor Marcilon Dorneles
Trindade, 27/05/2020
Série: 9ªano
Professora Euripa Vanderli Alves de Souza
Regime Especial de aulas não presenciais de História 2ª bimestre.
27/05 9ªano A, B, C
ATIVIDADE
Assista o vídeo que fala sobre a"Crise de 1929" em seguida faça leitura do texto com atenção e um resumo.
Componente Curricular: História
Objeto de conhecimento/conteúdos: Totalitarismos e conflitos mundiais. O mundo em conflito: A crise
capitalista de 1929: Liberalismo, Crise Econômica de 1929 e Neocolonialismo, do american way of life à
Crise de 1929, O efeito da crise 1929 no Brasil e a Crise Cafeeira.
Habilidades: (EF09HI12) Analisar a crise capitalista de 1929 e seus desdobramentos em relação à economia
global.
Crise de 1929
A crise da economia
norte-americana, em 1929, ofereceu uma grande ameaça ao sistema
capitalista. Durante o início do século XX, os Estados Unidos transformaram-se
no grande paradigma de consumo e prosperidade material do mundo. Nações
inteiras tinham sua balança comercial arraigada na onda de consumo e na
concessão de empréstimos feita pelos cofres do Tio Sam.
No entanto, a euforia da economia veio
acompanhada por uma forte onda especulativa do mercado financeiro. A esperança
no lucro certo das empresas e negócios estadunidenses incentivava a população a
investir sua renda na compra de ações. Ao mesmo tempo, a euforia consumista
formou uma grande classe média beneficiada pela baixa dos alimentos, a
concessão de crédito e o aumento salarial. Uma bela casa recheada com
eletrodomésticos e um carro na garagem simbolizavam a vitória do chamado
“american way of life”.
Porém, com o fim da Primeira Guerra
Mundial, a euforia consumista teve de ser refreada. O ritmo de produção do
período de guerra era muito mais do que o suportado por uma economia em tempos
de paz. Aos poucos, a diminuição do ritmo de produção e a redução na margem de
lucro das empresas foram dando sinais de um processo de recessão da economia
dos EUA. Logo em seguida, uma avalanche de desemprego começou a tomar conta do
país.
Não tendo como escoar sua própria
produção, as empresas reduziram os gastos com mão-de-obra para equilibrar suas
finanças. O cidadão americano, acostumado com a estabilidade econômica,
contraiu dívidas com a esperança de pagá-las com o retorno financeiro dado pela
especulação na bolsa de valores. Ao mesmo tempo, as economias européias,
assoladas pelos conflitos da Primeira Guerra, deram sinais claros de
recuperação e diminuíram sua demanda pela produção estadunidense.
Esse processo desenvolvido ao logo dos
anos de 1920, logo apresentou um quadro desastroso à economia dos EUA. O poder
de compra do salário reduziu-se drasticamente. A indústria não conseguia escoar
a riqueza produzida. No campo, estoques inteiros se acumulavam à espera de
preços que, no mínimo, cobrissem as despesas com a produção. Em 1928, mais de 4
milhões de pessoas não tinham trabalho. No ano seguinte, o mercado financeiro
deflagrou o golpe final na economia.
Em 1929, a retração da produção e do
consumo afastou os cidadãos estadunidenses do mercado financeiro. Nas bolsas de
valores, a incessante venda das ações estimulou a queda no valor das mesmas. No
mês de outubro a situação alcançou situação alarmante. Sem o interesse na
compra, vários especuladores, empresários e cidadãos comuns viram suas ações perderem
o seu valor monetário. No dia 24 daquele mês foi anunciado o “crash” (quebra)
da Bolsa de Valores de Nova York.
Tinha início o período da Grande
Depressão, que se estendeu até o ano de 1933. O ritmo da produção caiu para a
metade, milhares de empresas pediram falência, os salários despencaram e uma
massa de desvalidos tomou conta das cidades dos Estados Unidos. No mercado
internacional os efeitos da crise também foram sentidos. Nações que tinham
dívidas com os EUA suspenderam as importações e as nações agro-exportadoras
perderam um dos seus mais importantes mercados consumidores.
Além de configurar a crise da economia
dos EUA, a quebra da bolsa e a grande depressão exigiram a remodelação do
sistema econômico capitalista. Foi quando as ações intervencionistas do
presidente Franklin Delano Roosevelt inauguraram uma nova relação entre o
Estado e a economia. Em sua administração foi inaugurado o “New Deal” (Novo
Acordo), que ditava prerrogativas de controle do Estado sobre a economia.
Em alguns meses a economia começou a
dar sinais de melhora e a situação parecia ganhar um contorno. O governo
começou a empreender obras públicas, aumentando os níveis de emprego, e passou
a fiscalizar as ações do mercado financeiro. Os salários e a jornada de
trabalho foram fixados por lei e um conjunto de políticas assistencialistas foi
promovido. A renovação das práticas salvou o capitalismo nos EUA.
Por outro lado, as nações européias
prejudicadas com a crise responderam a seus problemas com a eclosão de
movimentos socialistas e o surgimento de governos totalitários. Na Itália e na
Alemanha, o movimento nazi-facista pregava medidas radicais contra a miséria
econômica e o caos social. Os movimentos de esquerda ganharam mais força,
trazendo o ideário comunista como solução para a crise. Em pouco tempo, uma
nova guerra mundial veio discutir o jogo político-econômico internacional.
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