História 7ªano A, B, C Matutino e Vespertino professora Euripa 17/06

Escola Estadual Professor Marcilon Dorneles
Trindade, 17/06/2020
Série: 7ªano
Professora Euripa Vanderli Alves de Souza

Regime Especial de aulas não presenciais de História 2ª bimestre.

17/06  7ªano A , B, C 



HISTÓRIA – 7º ANO
3ª QUINZENA - 2º CORTE
Tema/ Conhecimento: As descobertas científicas e a expansão marítima:Interações científicas e comerciais entre Ocidente e Oriente.
Habilidades: (EF07HI06) Comparar as navegações no Atlântico e no Pacífico entre os séculos XIV e XVI.(GO-EF07HI06-A) Relacionar as interações entre Ocidente e Oriente, por meio das navegações e da expansão marítima, das trocas científicas que influenciaram as revoluções no ocidente e impulsionaram as navegações.(GO-EF07HI06-C) Identificar e comparar em mapas, as rotas de navegações realizadas por europeus, entre os séculos XIV e XVI, no Atlântico e no Pacífico, bem como analisar as interações cientificas e comerciais entre o Ocidente e o Oriente a partir deste movimento.
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UNIDADE ESCOLAR:


ATIVIDADES FAÇA LEITURA DOs DOCUMENTOS E RESPONDA AS QUESTÕES 1 AO 3.


Vamos aprofundar um pouco mais. Para isso leia trecho dos documentos a seguir.
Documento 01: Toda Veneza ficou surpreendida e se alarmou
Os mais sisudos diziam que era a pior notícia que podia chegar-lhes. De facto, toda a gente sabe que Veneza tinha obtido o seu prestígio e a sua riqueza unicamente graças ao seu comércio marítimo que lhe proporcionava cada ano uma grande quantidade de especiarias, de tal maneira que os comerciantes estrangeiros afluíam para comprá-las. A sua presença e os seus negócios traziam-nos fartos lucros. Mas agora, por este novo caminho, as especiarias de Leste serão transportadas para Lisboa, onde os Húngaros, os Alemães, os Flamengos e os Franceses irão procurá-las, pois serão aí menos caras.
Com efeito, as especiarias que chegam a Veneza têm de passar pela Síria e os territórios do sultão, e por toda a parte devem pagar direitos (aduaneiros) tão exorbitantes que, ao chegar a Veneza, o que tinha custado um ducado deve ser vendido por de oitenta a cem ducados. O caminho marítimo, esse, não tem de pagar todos esses impostos, e os Portugueses podem vendê-las (às especiarias) mais baratas. As pessoas mais bem informadas dão-se conta disso, outras não podem acreditar na notícia, e outras pensam que o rei de Portugal não poderá conservar por muito tempo este caminho e este comércio com Calicute, pois das treze caravelas que para aí partiram só seis voltaram, e as perdas serão maiores que os lucros.
Por outro lado, ele não encontrará facilmente homens dispostos a arriscar a sua vida numa viagem tão longa e perigosa, e pensa-se que o sultão (da Turquia), quando se aperceber das perdas que isto trará aos seus rendimentos, tratará de impedir esse comércio. Eis o que se diz, entre outras coisas, pois os Venezianos, como de costume, procuram encontrar razões para não perder a esperança e recusam-se a acreditar e a ouvir o que lhes não convém.
Priuli, «Diário», 1499. In: FREITAS, Gustavo de. 900 textos e documentos de História. Plátano Editora, 1976.

Documento 02:Aproximava-se o tempo da chegada das notícias de Portugal sobre a vinda das suas caravelas, e esperava-se essa notícia com muito medo e apreensão; e por causa disso não havia transacções, nem de um ducado... Na feira alemã de Veneza não há muitos negócios. E isto porque os Alemães não querem comprar pelos altos preços correntes, e os mercadores venezianos não querem baixar os preços, vista a pequeníssima quantidade de especiarias que se encontram em Veneza.
Calcula-se que na cidade não há mais de 250 cargas de pimenta, 800 milheiros de gengibre, 15 de noz moscada e 15 de cravo de cabecinha; e de todas as outras especiarias ninguém se lembra de ter jamais havido tão poucas. E na verdade são as trocas tão poucas como se no poderia prever.
E isto procede do facto de que os alemães não compram imediatamente aquilo de que necessitam, pois não sabem o que a caravelas portuguesas podem trazer de especiarias.
Diário dum mercador veneziano», 1508. In: FREITAS, Gustavo de. 900 textos e documentos de História. Plátano Editora, 1976.

Agora responda as questões a seguir.
01.          Qual o principal assunto de ambos os documentos?

02.          Após o episódio narrado, em que Portugal começa o mercado de especiarias, o que ocorre com o comércio de Veneza? Justifique sua resposta.

03.         Qual a explicação para que Portugal consiga vender as especiarias por um preço mais baixo?

a)    Por causa do caminho marítimo, esse, não tinha que  pagar tantos impostos.
b)   Era solidário e contentava em tem uma parcela menor de lucros.
c)    Os comerciantes portugueses não tinha que pagar impostos para a coroa Portuguesa.
d)   Por causa da pequeníssima quantidade de especiarias e da necessidade de compradores.


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